mis·take (mĭ-stāk′ or mɪˈsteɪk)
noun.
o que fazer com o erro?
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Eu cometo muitos erros. Todos os dias. Uns são grandes, outros muito grandes, e alguns mais pequenos. Todos os meus erros me fizeram perder alguma coisa – em muitos casos, dinheiro, tempo, oportunidades e até pessoas.
Este ano cometi imensos erros. Ou talvez tenha estado mais consciente deles, e por isso me pareceram mais. E apesar de ter perdido sempre alguma coisa em cada um, todos eles me trouxeram algo também: a oportunidade de aprender. E isso eu ganhei.
Longe de mim querer romantizar o erro, até porque alguns podem ter consequências desastrosas. Mas, da mesma forma, porquê diabolizá-lo? Eu cometo, tu cometes, todos nós cometemos erros. E no entanto ficamos horrorizados de cada vez que alguém o faz.
Em português, a palavra errar vem do latim errare para indicar vaguear, ou seja, andar ao acaso, caminhar meio sem destino. Em inglês, a palavra mistake – como todas as palavras com o prefixo “mis” – indica apenas que é um “take” com uma falha. Um erro é isso: algo feito com falha quando não sabemos o suficiente para fazer melhor. Talvez porque o caminho esteja vago.
Isso não é nem precisa de ser punível, precisa de ser corrigível. Depois de cometer o erro, sabes fazer melhor.
Custa a crer que alguém erre por querer. Podendo escolher, todos escolheríamos não cometer erros. Mas já que os cometemos, porque não olhar para eles e ver as lições e oportunidades que nos trazem para fazer melhor?