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Mandamento #6

Claro que algumas coisas são parecidas… Existem inclusivamente palavras que têm grafias e semânticas semelhantes em Português e em Inglês (e também há as outras).

Mas não poucas vezes nos sentimos frustrados porque tentamos fazer analogias entre ambas as línguas e não “bate certo”. Esquecemo-nos que as Línguas são organismos vivos (excepção feita para as Línguas mortas) e que, ainda que tenham tido origens comuns, elas crescem e evoluem de modo diferente. Cada uma segue o seu caminho na História, e é nesse caminho que a Língua constrói a sua identidade.

Apesar de algumas influências do Latim e do Grego (que fazem lembrar a nossa Língua Portuguesa), a Língua Inglesa tem tantas ou mais influências também das Germânicas, que a distanciam logo da nossa realidade lusófona.

Uma das diferenças mais visíveis é a estrutura frásica. Parece que está tudo ao contrário (claro, “parece” porque temos a nossa língua-mãe como referência). Veja-se um exemplo de uma frase-tipo simples em Inglês:

“This is Joana’s house. It is a beautiful, big new house!” [Esta é a casa da Joana. É uma bela casa nova, e é grande!]

Se cedêssemos à tentação de uma tradução por comparação, procurando transpor cada elemento de uma frase para a outra, ficaria algo bem estranho:

“This is Joana’s house. It is a beautiful, big new house!” [Isto é a Joana casa. Isso é uma bonita, grande casa nova!]

Nós somos pessoas, não somos o Google Tradutor. A vantagem, nesse caso, é podermos perceber ideias e sentidos implícitos, flexibilizando em função do contexto. Lembra-se do “gist”?

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